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	<title>Henrique Toscano</title>
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		<title>Henrique Toscano</title>
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		<title>Continuação ou continuísmo?</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Nov 2010 18:36:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hthenriques</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[(*) Henrique Toscano Henriques Talvez as duas acepções trazidas no título tenham mais similitudes do que discrepâncias.Refiro-me a uma prática política que por hora vigora na Terrae Brasilis e que teve, nesta semana, com a eleição da primeira mulher Presidente do Brasil, Dilma Roussef, um capítulo a mais escrito. Luis de Lindú, como diria o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=henriquetoscano.wordpress.com&amp;blog=5410221&amp;post=59&amp;subd=henriquetoscano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>(*) Henrique Toscano Henriques</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Talvez as duas acepções trazidas no título tenham mais similitudes do que discrepâncias.Refiro-me a uma prática política que por hora vigora na <strong><em>Terrae Brasilis</em></strong> e que teve, nesta semana, com a eleição da primeira mulher Presidente do Brasil, Dilma Roussef, um capítulo a mais escrito.</p>
<p style="text-align:justify;">Luis de Lindú, como diria o poeta Paraibano Jessier Quirino, teve sua trajetória política marcada pelo embate às ditaduras institucionalizadas para a opressão.Fez marcha contra as políticas de arrocho salarial, as demissões em massa e conduziu esta mesma massa em comícios históricos que forjaram a redemocratização brasileira.Tem bagagem, história e definitivamente escreveu nela o seu nome, tendo sido um presidente exitoso no combate à fome, no incentivo à educação (principalmente a Universitária) além de resgatar a estima do País e a sua respeitabilidade no âmbito internacional.</p>
<p style="text-align:justify;">Ao fazer de Dilma Roussef sua sucessora, tendo sido um excelente cabo eleitoral da neófita política, Lula mostra as pretensões de continuidade da política neo petista, além de receber o aval da população no quesito confiabilidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Em rodas de amigos, já teci comentários de que, a despeito de todo o êxito do governo Lula, quedo preocupado com a capacidade de liderança da nova presidente frente ao seu Partido e as outras forças políticas aliadas, com o destaque para o venal PMDB, a representação clara do “Polvo no Poder”.</p>
<p style="text-align:justify;">Não se saberá, pelo tom do dia 1º de janeiro em diante, qual o discurso da nova presidente quanto às pautas essenciais que precisam ser discutidas, como a política salarial, o andamento das obras do PAC, a redução das desigualdades e a necessidade de investimento em educação e saúde de qualidade para a população mais pobre, deficitária primeira destes serviços.Temas como este foram por vezes evitados em pronunciamentos públicos.</p>
<p style="text-align:justify;">A ideia de continuísmo resta incauta na cabeça dos pensadores políticos.O “ismo” a que me refiro dá idéia do “lulismo em conformismo” ou seja, nada mais do que o mesmo, além da necessária acomodação do Partido frente aos supracitados problemas. O  “OK” do eleitor quanto à tudo foi dado no dia 31 de outubro, mas com muitas ressalvas.</p>
<p style="text-align:justify;">Creio que o voto de confiança em Lula e Dilma não foi de todo entendido desta maneira pelo povo.O voto de desconfiança no candidato Serra e a pouca visibilidade da notável Marina Silva, resultaram naquilo que podemos chamar de que em “Time que está ganhando não se mexe” ou “Ruim com ela, pior sem”.</p>
<p style="text-align:justify;">O povo não se sentiu deveras motivado para fazer uma “mudança”, nem tampouco virar o jogo, preferiu não arriscar.À esta cautela não podemos dar o nome de popularidade ou êxito eleitoral/político.Temos apenas um sinal de que a continuidade pode ser benéfica  e de que o continuísmo não pode assolar as mentes palacianas.</p>
<p style="text-align:justify;">O novo governo, que já intitulam de transição para a volta do presidente Lula, dirá a resposta à nossa indagação, visto que a transitoriedade do poder deve ser, necessariamente, o ponto nevrálgico de nosso Republicanismo.O Estado não pode ser um ou outro, mas a pluralidade que reside no todo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/henriquetoscano.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/henriquetoscano.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/henriquetoscano.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/henriquetoscano.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/henriquetoscano.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/henriquetoscano.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/henriquetoscano.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/henriquetoscano.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/henriquetoscano.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/henriquetoscano.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/henriquetoscano.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/henriquetoscano.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/henriquetoscano.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/henriquetoscano.wordpress.com/59/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=henriquetoscano.wordpress.com&amp;blog=5410221&amp;post=59&amp;subd=henriquetoscano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A quem interessa o debate religioso?</title>
		<link>http://henriquetoscano.wordpress.com/2010/10/14/a-quem-interessa-o-debate-religioso/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Oct 2010 18:34:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hthenriques</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[(*) Henrique Toscano Henriques O Brasil é um país construído na crença.A fé é uma tônica na vida do brasileiro, seja nos gestos diários de gratidão, nas homenagens em prédios, carros, carroças e bicicletas, no cumprimento diário do “Deus te abençoe” e na constatação de que se algo deu certo foi “Graças à Deus”. Os [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=henriquetoscano.wordpress.com&amp;blog=5410221&amp;post=54&amp;subd=henriquetoscano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>(*) Henrique Toscano Henriques</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O Brasil é um país construído na crença.A fé é uma tônica na vida do brasileiro, seja nos gestos diários de gratidão, nas homenagens em prédios, carros, carroças e bicicletas, no cumprimento diário do “Deus te abençoe” e na constatação de que se algo deu certo foi “Graças à Deus”.</p>
<p style="text-align:justify;">Os jogadores de futebol e atletas das mais diversas modalidades esportivas não deixam de falar, quando da conquista da vitória recente que devem agradecer “primeiramente à Deus” e depois aqueles poucos humanos que deram sua colaboração para o feito.</p>
<p style="text-align:justify;">De fato, vê-se que de maneira alguma o tal brasileiro médio foge da religião.Se contrapor a certos dogmas tem sido crucial para colocar do lado de lá da história àqueles que se voltam contra os mais intangíveis ensinamentos perscrutados pelas igrejas.</p>
<p style="text-align:justify;">Diante disso, a discussão sobre nossos destinos enquanto nação não passam somente pelo pensamento dos homens públicos enquanto gestores que farão equacionar as receitas e despesas do Estado convertedo-os em melhorias para a população que dessas necessita de maneira mais urgente.Além disso, parece-me óbvio que a população associa a bondade das ações, a eficiência do Estado e um melhor olhar pelos que mais necessitam, algo natural, caritativo e certamente religioso.</p>
<p style="text-align:justify;">Aquele que não declara sua crença em um ser divino, quaisquer que sejam os meios de crer, passa a ser encarado com frieza, desconfiança e que não saberá conduzir o seu rebanho.</p>
<p style="text-align:justify;">Alguns políticos, afamados e populares, sempre apostaram no messianismo como estratégia eleitoral.Nunca deixaram de agradecer a Deus e a congregar seus discípulos nesta cruzada contra o mal. Esse mal, logicamente, configurado como o lado que lhe faz oposição.</p>
<p style="text-align:justify;">O grande mal que esse debate traz é o da intolerância religiosa como ardil em uma campanha em que o embate maior deveria se configurar na apresentação de propostas, na elaboração de planos de desenvolvimento nas mais diversas áreas e no exame da vida pública dos candidatos.</p>
<p style="text-align:justify;">No entanto, alguns, em busca de um apelo maior às massas e diante de um exíguo prazo de campanha eleitoral, partem para as discussões que ultrapassam o campo terreno, que toca as coisas tidas como intocáveis, que rebaixa o debate ao núcleo pessoal de liberdade de pensamento e de crença, inquinando o caráter de alguns políticos.O país é laico e não confessa nenhuma religião oficial , fazendo do  ecumenismo parte de nossa práxis enquanto cidadãos, pois nunca nos pusemos à disposição de radicalismos e enfretamentos gratuitos com as mais diversas doutrinas.</p>
<p style="text-align:justify;">Nosso histórico nos congrega, e a eqüidistância e respeito para com o outro, independente de sua crença (ou descrença), sempre foi a tônica do nosso comportamento.</p>
<p style="text-align:justify;">Emergir questões religiosas em tempos de campanha é tirar o foco da corrida democrática e afrontar direitos que residem na personalidade.Tais direitos são, sobretudo, protegidos constitucionalmente, não podendo ser utilizados como óbice a quaisquer práticas da vida civil , se levarmos em conta o critério objetivamente definido.Descumpri-lo é apenas financiar a intolerância religiosa e colocar em destaque o denuncionismo e a discriminação como estratégia de marketing eleitoral.</p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>(*)</strong> Henrique Toscano Henriques é Advogado e Professor de Direito Público da Universidade Estadual da Paraíba- Campus III</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/henriquetoscano.wordpress.com/54/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/henriquetoscano.wordpress.com/54/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/henriquetoscano.wordpress.com/54/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/henriquetoscano.wordpress.com/54/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/henriquetoscano.wordpress.com/54/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/henriquetoscano.wordpress.com/54/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/henriquetoscano.wordpress.com/54/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/henriquetoscano.wordpress.com/54/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/henriquetoscano.wordpress.com/54/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/henriquetoscano.wordpress.com/54/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/henriquetoscano.wordpress.com/54/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/henriquetoscano.wordpress.com/54/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/henriquetoscano.wordpress.com/54/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/henriquetoscano.wordpress.com/54/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=henriquetoscano.wordpress.com&amp;blog=5410221&amp;post=54&amp;subd=henriquetoscano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Ado a a  ado! , quem controla o eleitorado?</title>
		<link>http://henriquetoscano.wordpress.com/2010/10/08/ado-a-a-ado-quem-controla-o-eleitorado/</link>
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		<pubDate>Fri, 08 Oct 2010 18:29:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hthenriques</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[&#160; (*) Henrique Toscano Henriques O pleito de 2010, além dos adjetivos de surpresa e estupefação dos que apostaram nos rumos eleitorais como em corridas de turfe, pode ser transcrito como um pleito didático, acima de tudo. Abriria os argumentos falando, primeiramente, de um fenômeno de inegável prevalência nestas eleições:  a judicialização da política. Antes, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=henriquetoscano.wordpress.com&amp;blog=5410221&amp;post=51&amp;subd=henriquetoscano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>(*) Henrique Toscano Henriques</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O pleito de 2010, além dos adjetivos de surpresa e estupefação dos que apostaram nos rumos eleitorais como em corridas de turfe, pode ser transcrito como um pleito didático, acima de tudo.</p>
<p style="text-align:justify;">Abriria os argumentos falando, primeiramente, de um fenômeno de inegável prevalência nestas eleições:  a judicialização da política. Antes, apenas um tema nas hostes acadêmicas.Hoje, temática que ganha  cada vez mais espaço no denate popular. Liminar, impugnação, cassação,indeferimento. Antes, termos do cotidiano burocrático dos profissionais do foro, hoje, substantivos presentes em cada esquina onde se aglutinam três ou quatro correligionários das mais diversas facções políticas.</p>
<p style="text-align:justify;">Segundo ponto: A revalorização do voto.Apesar de que, hoje, ainda vivamos em um processo de acabrestamento eleitoral , onde as necessidades econômicas imperam diante da chance de escolha democrática, é inegável que estamos diante de um eleitor silente, “cabreiro” e questionador.</p>
<p style="text-align:justify;">O amadurecimento democrático que vivemos em 22 anos de reconstitucionalização da nação, fez com que o eleitor , exercendo seus direitos de intervenção nos destinos de sua comuna, optasse muito mais por “ser fazer de difícil” do que ser seduzido por qualquer convite ameno ou fraterno gracejo eleitoreiro.Ninguém cedeu a ser colocado “no seu quadrado”</p>
<p style="text-align:justify;">O cidadão paraibano, em específico, passou a vivenciar o outro lado da cordialidade de que tanto fala Sérgio Buarque de Hollanda, em sua obra “Raízes do Brasil”  atribuindo a este ser, a característica de sempre agir  movido pela <a title="Emoção" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Emo%C3%A7%C3%A3o">emoção</a> no lugar da <a title="Razão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Raz%C3%A3o">razão</a>, não vendo distinção entre o privado e o público,  detestando formalidades e pondo  de lado a <a title="Ética" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89tica">ética</a> e a <a title="Civilidade" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Civilidade">civilidade</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">No entanto, vê-se que gradativamente o eleitor vai abandonando este estereótipo baseado no jeitinho,  pois se vê cansado de estar sempre como protagonista do cenário degradante da corrupção, enriquecimento ilícito, desvios de verbas e tantas outras práticas pouco “morais”.Fazendo este percurso, constatando esta “viragem” comportamental, chegamos ao terceiro argumento: A mobilização de combate. O movimento deflagrado pela moralização da política e questionamento sobre a vida pregressa dos candidatos constitui debate mais do que necessário  a esta mudança comportamental a qual falávamos anteriormente.O eleitor não veio apenas para o embate do corpo a corpo com os candidatos com um sorriso amarelado e um “cadinho” de desconfiança.Ele veio armado com a lei complementar 135/2010 , intitulada de lei do “ficha limpa”, fazendo com que a  desconfiança passasse  para o lado dos candidatos que, ao se oferecerem, assumiam o risco de serem de pronto rechaçados.A este terceiro argumento, brevemente tecerei razões em apartado, pois do ponto de vista jurídico faço apontamentos acerca da inconstitucionalidade da Lei, no entanto reconheço a sua  legitimidade futura.</p>
<p style="text-align:justify;">Por fim, e aqui retorno especificamente ao caso da Paraíba, não podemos tornar absolutamente críveis as informações constadas em pesquisas quantitativas e qualitativas acerca das tais intenções de voto e este é o meu quarto argumento.Por ser um direito universal, se proceder de forma secreta e inalienável, o próprio subjetivismo na hora de votar faz com que qualquer pesquisa seja de duvidosa credibilidade.Não estou aqui falando de fraude, manipulação ou qualquer outro expediente.Pesquisa em si pouco revela as contingências da vida de quem vota. A formula dos avanços das intenções de voto é usada de maneira indiscriminada pelos guias de candidatos, como se consciência eleitoral não tivesse em si um grau de volatilidade, mas de certeza absoluta.A este quarto argumento acrescento o  próprio cotejamento do cidadão ao votar, sempre com medo de represálias do Poder público, perseguições por parte dos gestores municipais e “n” outras circunstâncias que fazem com que o voto, ao invés de uma equação previsível, se torne um teorema de difícil resolução.Escutei, muitas vezes estupefato,um jingle de campanha de um candidato de minha cidade que, sem nenhum pudor dizia “ meu voto ta amarrado e o seu tá também”.</p>
<p style="text-align:justify;">O fato é que, diante deste marco para a história da política paraibana, devemos olhar com seriedade novamente para as eleições, principalmente os candidatos, pois não é e nem nunca será razoável medir a popularidade de um político pela quantidade de bandeiras, adesivos e material de campanha.O que se quer não apenas propostas, mas argumentos convincentes de como cumpri-las.</p>
<p style="text-align:justify;">“One man, one vote”, é o adágio que justifica o método mais democrático de escolha, do qual as “transferências eleitorais” passam longe.Controlar o eleitorado talvez seja a pior maneira de fazer com que o mesmo o siga.<strong> </strong></p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><em><strong>(*)</strong> Henrique Toscano Henriques é Advogado e Professor de Direito Público da Universidade Estadual da Paraíba- Campus III</em></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/henriquetoscano.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/henriquetoscano.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/henriquetoscano.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/henriquetoscano.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/henriquetoscano.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/henriquetoscano.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/henriquetoscano.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/henriquetoscano.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/henriquetoscano.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/henriquetoscano.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/henriquetoscano.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/henriquetoscano.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/henriquetoscano.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/henriquetoscano.wordpress.com/51/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=henriquetoscano.wordpress.com&amp;blog=5410221&amp;post=51&amp;subd=henriquetoscano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Resenha do Livro &#8211; &#8220;Mulher Perdigueira&#8221;</title>
		<link>http://henriquetoscano.wordpress.com/2010/09/02/resenha-do-livro-mulher-perdigueira/</link>
		<comments>http://henriquetoscano.wordpress.com/2010/09/02/resenha-do-livro-mulher-perdigueira/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 20:12:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hthenriques</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[128 CARPINEJAR, Fabrício. Mulher perdigueira: crônicas. Rio, Bertrand Brasil, 2010. Quando quem discute a relação é ele Kátia Motta (*) Cada  vez  que  um  autor  “nasce”  para  meus  olhos,  acontece  uma  pequena  epifania:  a descoberta daquele novo universo discursivo e a exploração de seus limites. Logo me ponho a imaginar o cenário, as senhas, os [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=henriquetoscano.wordpress.com&amp;blog=5410221&amp;post=48&amp;subd=henriquetoscano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>128</p>
<p>CARPINEJAR, Fabrício. Mulher perdigueira: crônicas. Rio, Bertrand Brasil, 2010.</p>
<h2><strong>Quando quem discute a relação é ele </strong></h2>
<p><strong><em>Kátia Motta</em></strong> (*)</p>
<p>Cada  vez  que  um  autor  “nasce”  para  meus  olhos,  acontece  uma  pequena  epifania:  a<br />
descoberta daquele novo universo discursivo e a exploração de seus limites. Logo me ponho a<br />
imaginar o cenário, as senhas, os trajetos, a música escondida em um assovio, enfim, todas as<br />
diminutas peças do quebra-cabeças que compõem aquele pequeno cosmos.<br />
Assim se deu quando recebi de uma amiga, por e-mail, a crônica “Quero uma mulher<br />
perdigueira” de Fabrício Carpinejar. Confesso meu estupefato. Nesse texto, em uma ágil prosa<br />
poética, com despudor de um filósofo de boteco, o autor proclama seu desejo por uma mulher<br />
farejadora, entrona, espaçosa, dominadora, barraqueira mesmo. Escrevi para minha amiga que<br />
adorara a crônica, mas que duvidava de que algum homem hoje em dia, realmente desejasse<br />
uma mulher assim.<br />
Carpinejar é figurinha fácil na ciberliteratura (permitam-me o neologismo). Poeta do<br />
Twitter,  conselheiro  amoroso  em  um  site,  colaborador  em  outro  sobre  futebol  e  literatura,<br />
blogueiro, esse gaúcho de Caxias do Sul que vive em Porto Alegre é um dos bons exemplos<br />
de autores surgidos a partir dessa grande janela que é a Internet. Com estofo para ir além da<br />
web, recebeu vários prêmios, entre eles o Jabuti 2009 por seu livro “O Canalha!”<br />
A  essa  altura  já  se  instaurara  o  revoar  de  borboletas  na  minha  cabeça,  aquela<br />
farfalhação de pequenas asas que revolvem meus pensamentos e me impelem a saciar aquele<br />
desejo  de  desbravar  mais  essa  densa  floresta,  aquele  cosmos  de  que  falei  antes.  Foi  assim,<br />
com essa curiosidade efervescente, que me deparei com o volume de 336 páginas, publicado<br />
pela  Bertrand  Brasil,  em  que  mais  de  cem  crônicas  nos  dão  uma  pequena  mostra  da<br />
proficuidade do autor.<br />
Alguns leitores e críticos elegeram a questão do ciúme como o grande tema norteador<br />
dessa  coletânea  de  crônicas.  Eu,  particularmente,  depois  de  ler  os  demais  textos  além  de<br />
“Mulher  perdigueira”,  estou  convencida  de  que  estamos  diante  de  um  fenômeno,  se  não inédito, pelo menos inusitado: um homem que não tem medo de discutir a relação. Mais que<br />
isso: ele deseja discuti-la, exige mesmo. Se não fosse cacofônico, eu diria: um falo falante.<br />
Nessa  dimensão  criada  por  Fabrício  nos  textos  desse  volume,  encontramos  alguém<br />
capaz de formular as questões certas, em vez de respondê-las erroneamente. Na economia da<br />
linguagem, na fluidez da prosa que ora esbarra na poesia, ora segue a torrente do pensamento<br />
em  golfões,  na  desconcertante  sintaxe  caprichosamente  estancada  por  palavras  que  cismam<br />
em ocupar espaços que não lhes são próprios, o leitor, em particular o público feminino, vai se<br />
sentir como se estivesse ouvindo a conversa dos garotos na mesa, quando as meninas vão ao<br />
banheiro.<br />
Parece pouco? Parece fútil? Mas quem hoje em dia, em sã consciência, abre o peito e<br />
mostra claramente o que quer numa relação? Vivemos um mundo ascético, virtual, de polidez,<br />
bom-senso e bom-gosto no que diz respeito à relação amorosa. Todos se controlam, ninguém<br />
se  entrega,  ninguém  dá  o  braço  a  torcer,  todos  se  protegem.  Relações  de  encaixe  –  como<br />
horários  nos  consultórios  médico-dentários.  O  encontro  entre  duas  pessoas  é  tão  efemérico<br />
quanto  configurações  cósmicas  –  ninguém  quer  sair  um  centímetro  de  sua  órbita,  ninguém<br />
quer sair no escuro, todos querem o mapa do trajeto.<br />
No  entanto,  de  dentro  de  “Mulher  perdigueira”,  emergem,  enfim,  as  mais  finas<br />
estacadas  no  coração,  os  mais  cruéis  estratagemas,  a  mais  cínica  canalhice  do  dia  a  dia<br />
permeados  pela  poesia  grandiosa  cuja  escritura  é  feita  de  ínfimas  coisas,  como  gimbas  de<br />
cigarro, roupas no varal, objetos esquecidos, a colher que empurra o resto de um prato para o<br />
seu.<br />
Livro bom, boa leitura, eu recomendo a todos, mas esse, em especial, eu recomendo às<br />
“garotas”. Depois de ler Carpinejar, os versos de Leoni em “Garotos II – o outro lado” nunca<br />
fizeram  tanto  sentido  para  mim:  “Garotos  como  eu/  sempre  tão  espertos/  perto  de  uma<br />
mulher/ são só garotos.”</p>
<p>(*) Disponível em : Linguagens e Diálogos, v. 1, n. 1, p. 128-129, 2010</p>
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